Aonde eu fui parar!!!
Aonde eu fui parar!!!

Aonde eu fui parar!!!

Aonde eu fui parar!!!

Aonde eu fui parar…a dificuldade de se manter o carro limpo e organizado é uma tarefa complicada, viver em um carro foi uma coisa que idealizei por muitos anos, acredito que inicialmente o gatilho foi a divulgação massiva de alguns ideais americanos, mas com o tempo fui me conectando mais diretamente com a origem dessa prática. Em dois mil e dezessete consegui com a ajuda dessa mulher que incendiou minha vida, realizar essas ideias adormecidas em meu subconsciente, tivemos uma experiência incrível com um verdadeiro motor-home, pode encontrar mais em outros artigos por aqui, viajando pela Riviera francesa eu estava em um Peugeot do qual adaptei uma cama e coloquei todo o necessário para a manutenção de uma vida simples.

Aonde eu fui parar!!!

Fui acumulando através do tempo fogão de camping, talheres, travesseiros, almofadas e até uma privada química para não depender da compreensão de ninguém, porque digo compreensão, porque nessa vida de acolhimento em restaurantes e bares minha percepção das capacidades humanas em criar problemas ficou bem aguçada.

Quando você menos espera por nenhum motivo nossos conterrâneos “habitantes da terra” resolvem ver como você lida com a dificuldade, nem todo mundo vai captar mas vou tentar me fazer entender, as pessoas causam o problema e observam as reações primarias, como sua feição se modifica, de maneira sádica seguem o seu deslocamento para ver as reações secundárias, para saber se você… se dirige a outra alternativa de maneira descontraída ou se desiste de maneira tensa…para estar cristalizando isso em texto não preciso descrever as incontáveis vezes que passei por isso.

Aonde eu fui parar de carro!!!

De volta as dificuldades uma delas era parecer alguém asseado, as pessoas notam quando seu carro chega, meu velhinho encardido, onde quer que você esteja, na Riviera francesa isso parece se intensificar, eu não conseguia conciliar limpezas, lavanderias e mercados maneira prática, os meus melhores dias sempre estavam bem ensolarado e com vento por consequência o vapor do mar e o vento impregnavam o carro inteiro.

Para além de lavar o carro, precisava carregar minha bateria extra para a câmera e computador, além de buscar onde tomar uma boa ducha já que o tanque de 33 litros de água que instalei no carro me garantia alguns banhos mas nada como aguá em abundancia, a escassez nos faz valorizar a vida sedentária “não itinerante”, mas eu estava aproveitando a minha maneira.

Estava aprendendo como gerir esse tipo de itinerância, queria saber na vida real se era possível, percebi que era inevitável, tudo na vida se organiza, avida se mantém por inércia, o problema se repete até que nossa tolerância se rompa e desperte uma energia de fúria da qual você coloca a atividade em meio as suas organizações, associado a todas as reações e as possíveis interação e portas que se fecham.

O habito se institui em uma mistura de revolta e aceitação da inevitabilidade que o mundo nos impõem. O carro então se mantinha limpo e a organização aprimorada e portas se abriram, não havia bloqueios e os seres civilizados me olhavam “como um igual”

Sigam e compartilhem com alguém que achem que precisa de uma história real para se inspirar.

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